Ilê Aiyê passa e sacode o B. Leza, em Lisboa

* Duda Tawil, texto e fotos
Depois de amanhã, quarta, dia 31, ao se apresentar no Festambiente Festival, em Bari, na costa adriática da Itália, “o mais belo dos belos”, o Ilê Aiyê, bloco afro mais antigo do Carnaval de Salvador,  festejando neste 2024 seus 50 anos, estará encerrando uma vitoriosa e merecedora turnê europeia. Na verdade, a turnê começou com duas apresentações no final de junho no continente africano, no Gnaoua Festival, no Marrocos.
De lá até agora, em mais de um mês, portanto, o Ilê gira o Velho Continente, em pulsante e aplaudidíssimo show.  No B. Leza, no Cais do Sodré, em Lisboa, não foi diferente, onde atracou no dia 25 passado. A turnê “Ilê 50 Anos pelo Mundo!”, orquestrada pela Mama Sound, é uma cartase coletiva de sons e danças que remetem imediata e diretamente para a famosa Ladeira do Curuzu e as ruas do Carnaval de Salvador.
                               O Ilê inflama o palco e a plateia lisboeta
Cantores, dançarinos e percussionistas no palco a esbanjar energia e simpatia com os grandes sucessos do bloco e banda, como os antológicos “Deusa do Ébano”, “O Negrume da Noite”, “O Mais Belos dos Belos”, “Que Bloco É Esse?”, “Depois que o Ilê Passar” e muitos, tantos mais. 
A galera canta e dança no embalo do samba-reggae e da axé-music. A entrada em cena da Deusa do Ébano 2024, Larissa Valéria Sá do Sacramento, é um momento à parte. Delírio! O regente da percussão, Marivaldo Paim da Conceição, dá literalmente um show com seus músicos. O cantor Juarez Mesquita de Jesus Filho e as cantoras Iana Marucha e Soraya Sousa; os percussionistas Alex, Helder, Clemerson, Gilmário, Alexsandro e Vinícius. E houve participações especiais como a cantora Lala, superaplaudida, entre outras.
Na plateia, aplaudindo e curtindo, gente boa como o jurista e jornalista luso-pernambucano Alex de Lima, a empresária Sônia Schlanger, a jornalista baiana Delgrace Aeppli com o marido Reinhard; a menina Vitória Vasconcelos; e a cantora baiana Nega Jaci, que segue carreira solo em Portugal. 
O sucessaço estrondoso de toda a “cinquentenária” turnê não teria sido possível sem os esforços e os talentos de uma equipe abnegada, que conta com o seu diretor Vivaldo Benvindo; Maria Santos, a produtora da turnê na Europa e no Marrocos; Adélia Pauferro na comunicação e coordenação de projetos; do produtor e músico Sandro Teles; e Cauê Nardi, diretor da turnê.
Vivaldo, Delgrace, Maria e Sandro festejam a vitoriosa turnê dos 50 anos do Ilê!
Por levar e ELEVAR o nome da Bahia mundo afora, e a sua cultura, o Ilê deveria merecedor do respeito, da admiração  e sobretudo da consideração através do apoio das autoridades/entidades públicas, assim como da iniciativa privada para o desenvolvimento de seus inúmeros projetos sociais em Salvador.
Ilê é festa, com certeza, mas é resistência e luta pela reparação do povo negro. Fundado em 1974 por moradores do bairro do Curuzu, hoje mais que bloco carnavalesco, é um grupo cultural que promove a expansão da cultura de origem africana no Brasil, e beneficia a formação de cerca de 1500 jovens por ano.
Avante, jovem cinquentenário e sempre mais belo!
 
Editor: Nelson Rocha

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