Por Gutemberg Bogéa – Texto e fotos –
Cada vez mais preparado para o desenvolvimento de suas atividades turísticas, o estado do Pará vem colecionando atrativos e se preparando cada vez mais para receber visitantes vindos de todas as partes do mundo para um dos mais importantes eventos mundiais, a COP 30, Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas que acontece em Belém, em novembro de 2025.
E nessa contagem regressiva, cada atrativo existente no Estado vem sendo pincelado e estruturado para que os visitantes possam conhecer o que o Pará tem a oferecer em termos de belezas naturais, gastronomia, artesanato, história, arquitetura e religiosidade, já que Belém tem uma das mais importantes manifestações da igreja católica, realizada no mês de outubro, o Círio de Nazaré.
O JP Turismo aproveitou a ocasião da festa no início do mês passado e foi conhecer um dos pontos turísticos da capital paraense que tem despertado o interesse cada vez maior dos próprios paraenses e daqueles que visitam a cidade, tendo a oportunidade de viver uma experiência revigorante, em um ambiente que proporciona um total contato com a natureza, cercado de mangues, árvores de diferentes espécies a menos de 10 minutos do centro de Belém.
Para se chegar a Ilha do Combu e desfrutar desse ambiente natural, exótico e encantador é necessário se alcançar o Terminal Hidroviário Ruy Barata, o que já nos põe a par da história do lugar pela homenagem do espaço a um dos expoentes culturais paraense do século XIX, o poeta, compositor, advogado, historiador, professor e político, Ruy Guilherme Paranatinga Barata, nascido, em Santarém, no oeste do Pará, em 25 de junho de 1920, e falecido em 23 de abril de 1990, aos 69 anos, em São Paulo.
Localizado, na Praça Princesa Isabel, no bairro do Condor, a beira do Rio Guamá, o local possui uma infraestrutura equipada com cobertura metálica, guichês de venda, banheiros, salão de espera, lanchonete, guarda volume e sala de administração. Do terminal já se avista do outro lado a Ilha. Diversas embarcações fazem a travessia que leva de 5 a 10 minutos.

Para quem gosta de desbravar ambientes naturais, a Ilha de Combu é o lugar perfeito. Conhecida pelas raízes culturais e motivada por novas tendências de sua culinária marcante e natureza exuberante, Combu acabou se tornando um ambiente de novas descobertas e prazer para quem sente atração por lugares exóticos.
A atmosfera do lugar nos ambientaliza com essa ilha que se mantém frente a frente a cidade de Belém do Pará, brotando cada vez mais novos horizontes no turismo paraense. A ilha considerada a quarta maior entre as diversas ilhas existentes na região vem se destacando como o cenário perfeito de passeios imperdíveis na capital marajoara em qualquer período do ano.
De acordo com Michella Albuquerque, Combu transporta os visitantes para uma espécie de um parque aquático natural. “A Ilha de Combu para os paraenses representa o contato direto com a cultura local. É uma fuga do cotidiano da cidade para relaxar, passar o calor, comer o que tem de mais típico da culinária, levar a família para passear ou simplesmente ficar mais perto da natureza amazônica. É o nosso “parque aquático” raiz, onde as ruas viram rios e as baterias voltam recarregadas de lá”, sintetiza, Michella.
Com braços extensos na corrente de águas do leito do rio, entre árvores centenárias da Amazônia brasileira e com uma população local composta em geral por ribeirinhos, a Ilha do Combu ganha cada vez mais notoriedade e se torna um destino sublime, em um local em que as atividades econômicas estão concentradas principalmente no turismo de lazer e no extrativismo.
Cerca de 200 famílias vivem nos arredores. Na Ilha existem cinco comunidades: Beira Rio Guamá, Igarapé do Combu, Furo da Paciência, Igarapé do Piriquitaquara e Furo do Benedito. Ao adentrar no vilarejo do Combu, é possível observar moradores locais em pequenas embarcações a beira do rio.
As casas, bares e restaurantes estão dispostos ao longo das margens das águas que moldam a ilha e, fora isso, é apenas uma imensa natureza exuberante e ainda bastante preservada. Vale ressaltar que, devido a esse fator, não há como caminhar livremente pela ilha, pois não há caminhos abertos para tal aventura, o que também não é recomendado. Para os que não conhecem bem o território é preciso ser bastante cauteloso. A única maneira de se locomover pela ilha é pela via fluvial.
Ao navegar as águas do rio se percebe duas paisagens. De um lado uma extensão de verde que se perde nas vistas e um cenário natural predominante. Do outro, os grandes edifícios que formam a paisagem urbana de uma capital considerada a metrópole amazônica.
A História
Para pesquisadores nada é oficial, existem narrativas de que a Ilha do Combu foi descoberta no século XIX, com registros de que índios habitantes da região, buscaram a ilha na tentativa de fugir do crescimento urbano da capital paraense. E outro de que algumas pessoas de fora da cidade e do estado tiveram uma longa jornada até encontrar a Ilha do Combu como local de vida após serem motivados pelas políticas de incentivo a migração nordestina para trabalhar nos seringais para a indústria da borracha no mesmo período.
Gastronomia e proteção ambiental
As opções gastronômicas são variadas, seus chefs sempre apostando na culinária paraense, seja ela no charque, camarões, dourados, tambaqui, pirarucu ou filhotes com acompanhamento de farofa molhada, arroz de jambu e outros ingredientes que dão água na boca. Os sabores ganham o paladar dos visitantes, numa troca de saberes que exaltam o exotismo da culinária do Pará.
No restaurante Terraço da Ilha, as refeições veriam entre 110,00 a 140,00 reais, servindo duas pessoas numa total satisfação. Os restaurantes oferecem infraestrutura até com piscinas privativas, deck náuticos, chalés e serviços completos de bares. No restaurante é possível de realizar festas e confraternizações para grupos de amigos, aniversários e confraternizações.
Para o profissional de contabilidade, Eros Figueiredo, desfrutar de momentos agradáveis em Combu, foi surreal, está perto de amigos em um lugar de intensa comunhão com o natural é indescritível.
“A minha experiência na Ilha do Combu, em Belém do Pará foi maravilhosa, ambiente agradável nos conectando com a natureza. Ainda mais podendo aproveitar de uma boa comida paraense, música ao vivo, aproveitando com família e ainda confraternizando com amigos no aniversário de 60 anos da minha amiga Edinéia, foi muito gratificante”, comentou, Eros.
A ilha tem uma Área de Proteção Ambiental, o que, aparentemente, poucos visitantes tem conhecimento, e foi oficializada em 1997. Foi um passo importante para a preservação ambiental e do modo de vida da população local. O órgão gestor da APA era a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS), porém, atualmente, a responsabilidade foi transferida para o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio).
Fonte: JP Turismo
Editor: Nelson Rocha