O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Felipe Tavares, destacou que a ineficiência técnica de 73% no setor de turismo brasileiro, decorrente de impostos elevados, juros altos e burocracia, limita o potencial econômico do País. A apresentação do estudo foi feita durante o Fórum Panrotas 2025, em São Paulo, no dia 11.
Tavares apontou que, atualmente, turistas estrangeiros gastam cerca de US$ 7,3 bilhões por ano no Brasil. Com um ambiente de negócios mais eficiente, esse valor poderia atingir US$ 10,2 bilhões, gerando um acréscimo de US$ 2,9 bilhões por ano. Ele elencou seis fatores essenciais para aumentar o fluxo de turistas estrangeiros e seus gastos no Brasil:
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Reputação do destino: Melhorar a imagem internacional do Brasil como um destino seguro e atraente.
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Câmbio favorável: Manter uma taxa de câmbio que torne o País mais acessível aos visitantes estrangeiros.
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Saneamento básico: Investir em infraestrutura de saneamento para oferecer condições adequadas aos turistas.
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Redução da criminalidade: Implementar medidas de segurança que garantam a integridade dos visitantes.
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Prosperidade da população: Promover o desenvolvimento econômico para melhorar a qualidade de vida geral.
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Implementação do sistema Tax Free: Adotar políticas de isenção de impostos para turistas, incentivando o consumo.
Felipe Tavares enfatizou que países que investem nesses aspectos colhem benefícios diretos, pois turistas tendem a gastar mais em destinos que oferecem qualidade de vida e segurança. Essas melhorias poderiam alavancar significativamente o setor de turismo brasileiro, contribuindo para o crescimento econômico nacional.
Fonte: CNC – Foto: Divulgação